Rotinas intensas, cobranças, falta de reconhecimento, conflitos com colegas e superiores. Esses são alguns dos fatores que podem levar a um esgotamento físico e emocional no trabalho — chamado de Síndrome de Burnout.

É um transtorno que demora a ser notado e pode ser confundido com depressão. No entanto, é fundamental que seja tratado, pois acarreta consequências graves para o corpo e mente, afetando a vida pessoal e profissional do funcionário.

Quer entender o que é a síndrome, seus sintomas e quais medidas devem ser tomadas para ajudar na recuperação do colaborador? Confira nosso post!

O que é Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout é um termo criado, em 1974, pelo psicanalista germano-americano Herbert Freudenberger quando ele percebeu os sinais de esgotamento no trabalho em si mesmo e nos colegas. Mais de 40 anos depois, o transtorno é uma realidade no mundo corporativo, marcado por situações de estresse, sobrecarga de tarefas e competitividade.

Segundo dados da Isma (International Stress Management Association), cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome que, apesar de ser reconhecida como doença laboral, ainda tem o diagnóstico dificultado.

Muitos colaboradores têm vergonha de admitir o problema, principalmente por medo de perder o emprego.

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Quais são os sintomas desse quadro?

O colaborador com a Síndrome de Burnout sente uma exaustão completa física e mental e, dessa forma, não consegue realizar o seu trabalho. Veja a seguir alguns dos sintomas:

  • falta de motivação para ir ao trabalho e executar as tarefas;
  • dificuldade de concentração;
  • baixa produtividade;
  • irritabilidade;
  • dor de cabeça;
  • tonturas;
  • tremores;
  • palpitações;
  • distúrbios de sono;
  • ansiedade;
  • falta de apetite;
  • baixa autoestima;
  • cansaço;
  • dores musculares.

São manifestações físicas e psicológicas que comprometem a qualidade de vida e o sistema imunológico, ou seja, a pessoa adoece com mais facilidade.

Dessa forma, a Síndrome de Burnout é um dos fatores de absenteísmo nas empresas e também de presenteísmo — situação em que o colaborador está presente no posto de trabalho, mas sua cabeça está longe, impedindo-o de realizar suas atividades.

Quais medidas podem ajudar na recuperação do colaborador?

O setor de RH deve ficar atento a seus colaboradores, verificando se há sinais de esgotamento no trabalho. É importante ainda mostrar-se receptivo para as queixas dos trabalhadores. Assim, é possível tomar algumas medidas que vão melhorar o ambiente organizacional, com o objetivo de garantir que as equipes se sintam felizes no trabalho.

A empresa deve recomendar ao colaborador a procura de ajuda especializada (médica e psicológica), além de orientá-lo a:

  • esquecer-se do trabalho quando chegar em casa: é preciso saber separar a vida profissional da pessoal e dar um descanso para o corpo e mente assim que terminar o expediente;
  • fazer pequenas pausas durante o trabalho: ajuda a retomar o fôlego e dar continuidade às atividades com mais disposição;
  • reduzir horas-extras;
  • tirar férias: muita gente não consegue se desconectar do trabalho e adia o momento das férias.

A Síndrome de Burnout afeta a saúde do colaborador e produtividade da empresa, por isso não pode ser negligenciada. É importante que o RH readéque rotinas e elabore atividades voltadas para o bem-estar organizacional — a fim de evitar a sobrecarga e estresse de seus funcionários.

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